quinta-feira, 13 de março de 2008

Só a nós...

Bem tudo começou numa maravilhosa viagem de autocarro....
Tudo normal... as habituais enchentes do transporte, o habituaL PARA, ENTRA...
De repente tudo muda... um súbtil odor a esgoto inunda o ar enquanto dois jovens fazem a sua triunfante entrada...um pseudo-guninha, que nem sequer direito a ser chamado guna conquistou, já que orientava o seu estilo (????) mais para o azeiteiro que para o street. O amigo nem se fala... umas calcinhas brancas e demasiado justas nos sítio onde nenhumas calças deviam estar justas... de um tecido de pijama que só visto.
Alternativos? Não, confiem em mim. Aquilo não era alternativo: aquilo era preguiça matinal... falta de higiene pessoal e fraca re-afirmação do glorioso nome e estilo de guna!
Mas isto não foi o que me levou a julgá-los... até terem aberto a boca numa sucessão inesplicável de bacorradas, eu nem tinha dado pelos peculiares especimens masculinos que tinha diante de mim.
Comentários sobre brasileiras boazonas, no entanto porcas preenchiam uma conversa de mau-gosto que insultava mulheres, brasileiros, a humanidade em geral. Eu só me perguntava: quem são estas pessoas para falar de higiene? Por favor...
Mas o pior de tudo foi perceber que durante a sua maravilhosa conversa sobre gajas do esgoto, nos tentavam fazer o filme lançando olhares ávidos às nossas figuras.
O pijaminhas chegou ao ponto de por uma música que dava um novo nível à azeiteirice... um nível para além do negativo... e tudo indicava que era a sua maneira de nos dar uma serenata...
Entre muitos "desculpe menina" quando alguém queria sair do autocarro e o pobre desiquilibrado vinha contra nós...
Devemos dizer que a real cereja no topo do bolo foi... à saida, sentarem-se nos nossos lugares com despedidas ridiculas "Tchau, tchau" que fariam qualquer estudante bêbado do ISEP parecer um modelo de cavalheirismo... e o comentário do azeites de "Anda para aqui que os bancos já tão quentinhos" enquanto nos lançava olhares que eu nem quero recordar de tão desconfortável que me senti.
Oh santa desumanidade! Meninos perdidos? a expressão é cavalheirismo perdido, meus amigos...
Porque?
Depois de muito reflectir, sem chegar a grandes conclusões, cerrei um punho em direcção ao seu e clamei:


"Só a nós!"

segunda-feira, 3 de março de 2008

5 coisas que não se pode fazer no nosso curso

  1. Não podemos dizer que parece as traseiras de um restaurante rasca (não é correcto associar a dignissima imagem de um restaurante a este tosco estabelecimento de ensino)
  2. Não podemos chegar à sala de convivio a queixarmo-nos do calor e a implorar por ar condicionado (devem julgar que pagamos cerca de 1000 euros por ano não?)
  3. Não podemos fecharmo-nos na camara escura do laboratório de fotografia e gritar onde raio está o papel higiénico?!? (a casa de banho é mais ao lado pessoal!)
  4. acusar as máquinas deste estabelecimento de nos roubarem dinheiro e encravarem dia sim dia sim (como vim a descobrir o prestável dono da máquina devolve o dinheiro se disser-mos que metemos dinheiro na sua máquina e ela não deu o produto)
  5. Irritar o gato zarolho da esquina (todo o cuidado é pouco já que este bicho é claramente uma experiência do ESTSP que correu mal)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Momento Wonder filipão

Ora a nossa amiga : "El filipon" quis também ter uma super heroina para se proteger.

Ela não caminha directamente connosco mas de vez em quando aparece nas nossas viagens com o lanche e tal.

Bem decidimos que ela precisava de um personagem novo e escolhemos a wonder woman.

tem o chicote, as cuecas com estrelinhas e parece que deve saber dançar e trazer bolachinhas de pepitas de chocolate para nós.


Filipão aka Wonder Woman

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Uma caminhada de encantar

Ora anda um filme no cinema que se chama História de Encantar e que trata do belo conto de fadas (apesar de não aparecer nenhuma, isto é se não contarem com o cartão de crédito), de um lindo (mas algo descerebrado) principe, de uma bruxa "shapeshifter" que acaba por se transformar num dragão todo futurista, de uma princesa com dotes vocais ( mas que arruina carpetes e cortinas e põe ratazanas, baratas e pombos pernetas a limpar casas), de um esquilo mudo e de um sítio onde não existem finais felizes: New York.



Também há outro filme fantástico chamado "A Bússola Dourada" e que trata de um mundo paralelo ao nosso onde Lyra, uma jovem de 12 anos e o seu génio Pan (sim neste mundo todos os humanos têm um demónio, a sua alma, que caminha ao seu lado) procuram derrotar o Magisterium, um orgão que procura controlar o livre arbitrio das pessoas. visualmente incrivel e cheio de surpresas e personagens fabulosas, é sem dúvida uma aventura a ver.

Tudo isto fez parte de um caminhada encantada, na qual as regras que regem o mundo não se aplicam.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Alter-egos de heroinas

Para poder andar pelos perigosos caminhos da terra encantada achamos por bem arranjar maneira de nos defender. Afinal as caminhadas não são fáceis de construir e até se depara com muitos obstáculos maus, porcos e feios. (como dois tipos mal-encarados que tentam assaltar pessoas e tal... e as pessoas não sabem ser assaltadas e tal... pronto mafans isso fica para outro post sim? e tal... os meus visitantes certamente já sabem a história toda n é verdade?)


Para tal, transformamo-nos em personagens de banda desenhada e puff: não se fez chocapic, mas ganhamos super-poderes para nos defendermos.


Ora a Ticha optou por uns poderes mais virados para o fogo, visto que tende para explodir muitas vezes. (quem a conhece sabe do que tamos a falar).

A Mafans escolheu uma super heroina um pouco diferente, mais virada para lâminas e coisas assim. (Nem quero perceber estas tendências, mas vou tirar o meu pescoço de perto das "garras" dela).


Aqui estão as meninas:




Magma aka Ticha














X-23 aka Mafans








sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Olhando a vida para além das nuvens


Lúcia Vaz Pedro, a autora de “Janelas para além das nuvens”, regressa com mais um romance. “A Voz da minha Solidão” que é considerado pela escritora o seu melhor livro, foi recentemente publicado e aborda o tema da solidão das pessoas.

Mafalda Ferreira

Lúcia Vaz Pedro aborda nos seus livros temáticas da actualidade. Durante as suas sessões de autógrafos apercebeu-se que as pessoas são muito sós. Apesar de interagirem umas com as outras, há pessoas que se fecham nos seus casulos e não têm ninguém com quem partilhar os seus momentos. Assim, em “A voz da minha solidão” criou uma personagem que se identificasse com esses leitores: “Olinda, esta personagem era uma mulher por quem eu sentia pena, uma grande compaixão por ela viver sozinha e obcecada por um amor do passado.”

Lúcia Vaz Pedro afirma que a personagem idosa, que vivia sozinha e criou um mundo fictício, provou ser tão forte que acabou por enganar a escritora, de tal modo que lhe pareceu que o livro começou a escrever-se a si próprio. “ Quando dou conta ela não era assim, ela era uma mulher muito caprichosa e como a vida não lhe proporcionou atingir aquilo que ela pretendia, ela vive como quer, mesmo que seja uma ilusão. A própria solidão nos transforma e nós construímos personagens que se encaixam no nosso mundo ilusório.”

Os seus livros têm por trás um enorme trabalho de pesquisa e levam os leitores a outras paragens. Os primeiros romances que escreveu “Para além das nuvens” e “A caminho da plenitude” levavam o leitor para África e Vietname respectivamente e apresentavam-lhe a crenças e culturas diferentes, em particular à filosofia budista, que mudaram o modo de ver a vida da escritora. Neste livro, Lúcia Vaz Pedro explorou o mundo da música clássica para ajudar a construir a personagem principal que era pianista e sente que escrever sobre coisas diferentes a enriquece. “Aprendi imenso. Não sabia nada sobre música clássica.”

No romance também está presente uma perspectiva sonhadora, que se traduz na quantidade de cartas de amor que existem ao longo do livro. No entanto estas cartas de amor têm o mesmo remetente e destinatário: Olinda que responde às suas próprias cartas, dentro da ilusão que cria. “As pessoas gostam de uma perspectiva sonhadora. A perspectiva sonhadora do livro está também presente, na medida em que há muitas cartas de amor. Só que numa carta de amor tem de haver um remetente e um destinatário, só que ali, o remetente e o destinatário são os mesmos. Ela escreve para ele mas é ela que responde por ele, porque ele já não existe.”

A autora mostra-se feliz com o trabalho desenvolvido no livro “A voz da minha solidão”: “Considero que este seja o meu melhor livro porque é uma literatura muito sentida.”

Lúcia Vaz Pedro debate-se com a dificuldade de dar a conhecer os seus livros


Lúcia Vaz Pedro, autora de “A voz da minha solidão”, lamenta que haja maior primazia em Portugal para os livros de quem pague mais. A autora defende que os escritores deviam ser todos postos na mesma barra de publicidade.

Mafalda Ferreira

Sempre que publica um livro a escritora de “A voz da minha solidão” depara-se com a dificuldade de dar a conhecer as suas obras. O principal motivo é não ter acesso a uma melhor divulgação. “Eu acho que o valor deveria passar não tanto a nível de publicidade paga, mas do valor que as pessoas têm. Pelo menos que me deixem aparecer ou que dêem um bocadinho de ouvidos ao que está aqui escrito. E não só aquelas pessoas que estão em editoras maiores, em editoras fortes capazes de mover montanhas.”

Lúcia Vaz Pedro afirma que os escritores deviam ser todos postos na mesma barra de publicidade, dando ao leitor a oportunidade de escolher e não ser induzido a. O leitor é induzido pela quantidade de publicidade e divulgação que o livro e o autor têm: “Sinto uma revolta porque os outros têm voz e eu não tenho. E é por isso a voz da minha solidão se calhar é uma maneira forte de justificar.”